FOCO
Apresentação

O Projeto de Educação Ambiental Fortalecimento da Organização Comunitária (PEA-FOCO) tem como público-alvo as mulheres que estão relacionadas à cadeia produtiva da pesca artesanal das seguintes comunidades pesqueiras: Gargaú, Sossego, Guaxindiba, Barrinha, Lagoa Feia e Barra do Itabapoana, em São Francisco do Itabapoana, e Atafona, Açu e Quixaba, em São João da Barra, totalizando nove (9) comunidades de dois (2) municípios da região da Bacia de Campos.

Executado, desde 2011, pela Equinor, com consultoria da TRANS FOR MAR, o PEA-FOCO responde às condicionantes de licenciamento ambiental federal definidas pelo IBAMA para a exploração e produção de petróleo e gás no Campo de Peregrino.

Tendo presente que, nos municípios onde se desenvolve o PEA-FOCO, a desvalorização do trabalho feminino é agravada pela condição atual da pesca artesanal no Brasil e pelo próprio processo histórico de exploração da mulher, decorrente do sistema patriarcal consolidado de nossa sociedade, o PEA-FOCO visa favorecer a emancipação das mulheres e o reconhecimento de seu papel e atuação nos domínios econômico, social e ambiental da região, respeitando as relações de interdependência próprias da vida comunitária.

Ao longo de sua atuação, O PEA-FOCO realizou o 1º Encontro das Mulheres inseridas na cadeia produtiva da pesca artesanal, contando com a presença de lideranças que participam do projeto, de representantes da sociedade civil e de órgãos do governo; vem desenvolvendo processos formativos por meio de cursos para dezenas de mulheres, atualmente conhecidas como educadoras populares; além de ter criado uma comissão articuladora do FOCO, com o objetivo de discutir os problemas regionais, bem como de criar uma agenda comum para as nove comunidades.

Atualmente, o projeto possui duas sedes: uma no centro de São Francisco de Itabapoana e outra em Açu/São João da Barra. Além disso, uma entidade jurídica de defesa de direitos -a Associação de Mulheres Apoiadoras do PEA-FOCO- está sendo formalizada com a intenção de garantir espaço nos fóruns de discussão que o projeto já vivencia, como os Conselhos Municipais que discutem sobre as questões de gênero e de saúde e o Território da Cidadania.

c